quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tenham dó!!!

Hoje não ponho reticências!

De manhã saí cedíssimo para ir trabalhar. Mal tive tempo para tomar o pequeno almoço. Os carros. As filas de trânsito. Calma, calma. O tempo passava e eu já quase que estava atrasada. Precisava de um café antes de subir. Hummm... só de pensar nele sentia o cheiro. Ai que nunca mais chego!

Uffa! Chguei!!! Ainda tenho cinco minutos. Vou ali à D. Leopoldina tomar um café.

Bom dia... D. Leopoldina, um café, por favor. Bom dia! Como está? Deixe-me só aqui atender este senhor. Então, que mais vai ser para além do galão? Não sei... Faço um gesto com a mão para que ela não se esqueça de tirar o meu café. Ela acena que sim, mas continua a atender o senhor indeciso que não sabe se vai querer uma sandes de fiambre ou uma merendinha. Pois, elas hoje estão com tão bom aspeto. Atenda a senhora, que me parece estar com pressa. E lá vem a D. Leopoldina com o café, mais o pacotinho de açúcar e  a colher que: caiu! Dou-lhe já outra. Sorrio e olho para o relógio. Quase quase em cima da hora. Caramba, e logo hoje que não me posso atrasar. O dito cavalheiro optou por um pastel de nata. E eu espero pela colher. Não, já nem espero vai mesmo assim, sem açúcar. Tanto mais que comecei o regime. D. Leopoldina quero pagar... Sim, só um minuto minha querida, deixe-me atender aqui a D. Margarida... Disse-me que queria a meia de leite quente ou morna...? Quente, bem quente. Está já a sair. Quer pagar...? Sim, claro. Estou cheia de pressa. Eu até deixava aqui os sessenta cêntimos mas não tenho trocado. Só um minuto que vou já aí. Entretanto o cavalheiro indeciso pediu-lhe um copo com água. Ela olha para mim e vê que já não estou lá muito bem disposta. Está com pressa, não é...? Pronto está aqui o troco. Até logo. Saio a correr e em movimento salta-me um até logo. Mas neste preciso momento salta-me um tipo à frente e pede-me a fatura da despesa. O quê...? O que é que está a dizer...? Sou fiscal da Autoridade Tributária e Aduaneira... Desculpe não tenho tempo. Estou atrasada e vim só tomar um café. Olho para o relógio e já lá vão dez minutos. Mas a senhora não está informada...? Informada de quê, santo deus...? Da obrigatoriedade de pedir fatura em qualquer ... Em qualquer nada!,respondo eu. Deixe-me passar porque preciso de trabalhar. Está  multada! Fico petrificada: multada por querer ir trabalhar e este novo fiscal idealizado por um grupo de jovens incompetentes e idiotas decidir chatear-me logo pela manhã. Corri como se tivesse cometido um delito. Entrei no edifício e no elevador sempre a olhar para trás, não fosse estar a ser perseguida pelo "homem do fato cinzento".



Há uns anos, tinham-me alertado para este tipo de fiscalização na Itália. Na altura nem acreditei. Mais tarde foi-me confirmado por fonte fidedigna. 



Agora... temos esta praga. É só mais uma!!!!!

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