terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nostalgia...?

... Talvez. Melhor: tempo de reflexão.


Costumo dizer (e pensar, é claro!) que quase nada na vida acontece por acaso. Algo de mágico que nos acompanha e faz com que as nossas rotas mudem de rumo. Terá tudo isto a ver com a astrofísica...? Também não sei.

Corre-se cada dia porque nada pode ficar para trás. Esticam-se os minutos as horas e os dias. O que se adia é mesmo imprescindível. 

Por a minha vida ser tão intensa no trabalho, nas relações familiares e de amizade, dou comigo a matutar: Afinal de contas podem passar sem a minha constante presença. Mas para chegar até aqui vai um longo caminho em que estico sem que faça esforço. Mas porque gosto. Porque amo o que faço e tenho. 

Ao fim de alguns dias out do quotidiano lembrei-me desta passagem de um livro que muito aprecio:

(...) Eu, uma vez, contei-lhe a história do padre Anchieta: que tinha urgência em chegar a uma aldeia e pediu aos carregadores índios para andarem depressa. Ao terceiro dia, pararam e o padre perguntou-lhes porque é que não andavam, sabendo como ele precisava de chegar à aldeia. Eles responderam: "É que nós temos andado depressa de mais e a nossa alma ficou para trás. Temos que ficar aqui à espera que ela chegue e entre outra vez no corpo para podermos continuar". (...)
in O Riso de Deus, António Alçada Baptista 




Sei que esta é a minha reflexão de hoje porque o amanhã... será como sempre. Lamento...? Não!!!

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