quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Paixão...

... que vem da infância: livros


Desde que me conheço que sempre gostei de ir a livrarias. Dar uma vista de olhos. Pegar num ou noutro. Abrir... ler um pouco (por vezes a contra capa), cheirar. Hummm... aquele cheiro a tinta em papel amarelado é a minha delícia. Quase sempre saio com mais um. Posso não o ler de imediato, mas vou "juntando" nas nossas estantes para ler "logo que tenha tempo.".
Tenho as minhas livrarias preferidas. Aqui em Lisboa:


 Bucholz


Bertrand

Sempre que viajo para uma outra cidade também o faço. Gosto de ver o que "têm para oferecer"... As favoritas que me atraem não só pela qualidade mas também pelo ambiente descontraído e acolhedor, onde ler um livro é um momento de descanso, prazer, convívio e aprendizagem :


Para mim, esta está em primeiríssimo lugar. Vou sempre lá!!!! A esta mesmo:
Barnes and Noble
(na Union Square, Nova Iorque).
Aqui podem-se encontrar leitores de todas as idades e com interesses variados. Sentam-se onde há lugar. Isso não é problema. Pegam num livro e... leem!!!!



Acho fantástico!!!

Ainda em Nova Iorque: 

A Strand

Parece confusa, mas... não é. Tem um ambiente magnífico e lá podemos encontrar todo o tipo de livros: novos e antigos. Discos. Agendas e... tanto de tanto!!!


Depois vem a Travessa (em Ipanema, Rio de Janeiro)


Aqui entra-se mesmo de calções  e havaianas... o que é preciso é ler! Conhecia-a através da Pilar... melhor: da Flávia Lins! 
Obrigada!


Bem dita seja a leitura!!!


domingo, 25 de novembro de 2012

A chuva de outono...

... levou-me a recolher. Pensar. Aconchegar... Lembrei-me de um filme visto há alguns anos. Vi-o por duas vezes. A primeira foi com M. e M.J.. Quando saímos a vontade de comer ou beber um chocolate era mais forte que nós. Umas semanas depois voltei. Desta vez com meus dois amores: J. e a minha mãe. À saída também eles estavam "atormentados" com a ideia de chocolate, mas eu... já não!

Hoje recordei. 


Enquanto recordava ia "fabricando" doçaria artesanal. 
Os meus chocolates!


Agora um... depois outro...

sábado, 24 de novembro de 2012

Foi em cheio...

... este sábado!
O amor torna-nos tolerantes e mais permissivos... Por isso houve direito a batatas fritas (com o hamburguer), gelado oferecido pela "vaquinha"...


...colagem de cromos, lanche reconfortante...






... e um filme "digerido" ao pormenor: "O Bob Esponja"!!! ???


Foi muito bom. 

God Save...

... the Queen.




Noite amena de memórias e música. Gente de diferentes faixas etária. A mim, serviu-me de "terapia" a algo que nunca entendi. Finalmente ultrapassei.


Faz hoje 21 anos que Freddie Mercury partiu. Uma vez mais dei comigo a pensar como o tempo corre. Estava em Bruxelas, por ocasião da Europália, e ouvi na rádio a triste notícia. Fiquei (ficámos: eu e a EF) estarrecida. 

Recordo momentos. 



domingo, 18 de novembro de 2012

Ainda...

... Botero.


O colombiano Fernando Botero  - Medellín, 1932 -  pintor e escultor. Reconhecido pelas figuras "redondas" que retrata quer na pintura, desenho ou até mesmo escultura.

Pinta pessoas gordas, gordíssimas..., obesas mesmo, mas com cor e talento. Segundo o pintor retrata-as assim para "... enfatizar a transformação ou deformação, transformando a realidade em arte.".










A dança. Reconhecido exercício físico... é preciso talento!




A briga. Ai valentes...!!!









A canseira da lida doméstica da matriarca...











Como ele "vê" os outros...



E ele mesmo...!

E agora a sessão cinematográfica:


sábado, 17 de novembro de 2012

A Paixão de Cristo...

... vista por Botero...

Jesus e a multidão


O Beijo de Judas


Cristo na coluna e Flagelação de Cristo


Verónica


Jesus pregado na Cruz


Crucificação


E foi assim esta tarde no Palácio. O dia estava cinzento mas a obra colorida trouxe-nos o sol de volta e a paixão.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Edward Hopper...

...pintor norte americano (1882-1967) que retratou a subjetividade da solidão humana na sua obra. 
Para o seu trabalho Hopper fazia estudos preparatórios esquemáticos mas básicos, numerando-os.
Pintor de olhar distante e enigmático... Eis um autoretrato:


Umas das pinturas mais famosas parece ser Nighthawks (havendo quem tenha traduzido por Notívagos e, outros ainda, por Aves da Noite)


Pintura de 1942 encontra-se no Art Institute of Chicago

Esta pintura tem algo de cinematográfico. Talvez porque Hopper fosse também um apaixonado pelo cinema. 
Um café na América. Um empregado. Três clientes. Curiosamente parece que o que está de costas é o "reflexo" do outro que se senta ao lado de uma mulher. Terão alguma relação entre eles? Há quem diga que não. A luz intensa e a imensidão dos vidros fazem-nos sentir um espectador de um filme... 
Rua deserta. Vitrinas vazias. Período que coincidiu com a II Guerra Mundial. 
Uma das características da pintura de Hopper é que as figuras retratadas nunca se olham. Estão num mesmo espaço mas não interagem.

A obra é vasta. As cenas são do quotidiano. A solidão está patente. Aqui ficam mais umas pinturas...



Não sei bem porquê mas... gosto muito desta pintura:


Gostei. Valeu a pena!

domingo, 11 de novembro de 2012

É dia de S. Martinho...

...e diz a lenda:


Quer haja sol quer teime em chover e a temperatura baixe, não deixamos de ter o nosso magusto. Pois comamos as castanhas e bebamos a água-pé! Comamos os figos, as nozes e as broas. Continuar as tradições é recordar...




E não é que o sol desponta...? Onde? No céu e nos nossos corações!

sábado, 10 de novembro de 2012

Porque hoje foi...

... sábado...

O tempo (climatérico) não nos incomodou. Não nos perturbou. Não nos deprimiu. O encontro certeiro dos que têm algo em comum . Um passeio pela cidade. Um observar constante. Uma paciência imesurável... 
Levei-os!
Deliciosos. Variados. Bem apresentados.
Depois...
Entrámos. Descemos. Escolhemos. Pedimos. 
Reconfortámo-nos com o oferecido na ementa modernaça.
Seguimos...

Encontrámo-lo. A ele e aos livros dele.  As ideias atropelaram-se na minha cabeça. Tinha ali matéria. Muito do que queria e quero... Sei bem o que quero, mas ainda não sei como vou arrumar. Há tempo. Não quero correr, porque isso fazem as horas, os dias... as semanas. A vida!
Bebemos e apreciámos o doce dessa mesma vida.


Depois, pensei no poema do Vinícius de Moraes:

Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.



Voltámos para o "Cinema Paraíso" e foi aí que vimos e sentimos o filme. Um amigo verdadeiro é mesmo um AMIGO. Está no rir e no choro. Presente. Passado e... contamos com ele no Futuro.


A lágrima rolou!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ai esta natureza...

... que me consome. Melhor: consumiu, pois eu já morri. Vivi entre 1776 e 1837. Era inglês e fui considerado um pintor romântico com algo de impressionista, quer na execução das minhas obras quer no tratamento que dei às cores. Já me ia esquecendo de dizer o meu nome. Eu chamava-me John Constable.

Fui um dos primeiros pintores a representar paisagens com um novo realismo. Gostava de pintar ao ar livre e sempre nas condições como ocorriam: com névoa, com chuva fina, com sol, as águas dos riachos com a espuma que produziam ao bater nas pedras... 

Veja-se esta pintura:


Dei-lhe o nome de "Helmingham Dell" por ter sido naquele vale que a pintei. Agora puseram-na no Museu do Louvre.

É engraçado: ao pintar esta paisagem, usei pinceladas que acabaram por dar aso à imaginação dos meus observadores. Até veem imagens grotescas nos troncos desta árvores!!! E... repare-se naquelas duas figurinhas à esquerda à saída ou entrada da ponte. Mas... elas são muito mais pequeninas. Têm uma escala diferente. E... há aqui uma outra coisa que faz alguma confusão: se a ponte está danificada, ninguém podem passá-la. E estas figurinhas...? Como é que chegaram até ali? Mistééérioooo...


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O mar, sempre o mar...

... como confidente dos meus pensamentos. Ele, com o caráter inesperado que lhe é característico, tem sabido como envolver-me, acalmar, aconselhar. Gosto dele quando está cinzento, verde, azul... Não importa a cor. Importa que é o mar.

Estivemos com ele numa excelente exposição. Lá, conheci nomes e rendi-me a outros. Aqui ficam dois que me tocaram mais.

João Vaz - nasceu em Setúbal (1859) e morreu em Lisboa (1931). Além de ter sido um pintor sadino, foi também professor de português. 




Depois fui apresentada a Eugène Boudin - (1824-1891). Francês, paisagista, marinheiro. Pintor.