sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Há quanto tempo...?

... Já nem me lembro. Mas era o Johnny pequenino e cheio de perguntas e curiosidade. Passámos por várias fases das nossas vidas: uma boas, algumas mesmo hilariantes e outras menos boas: más. Apoiámo-nos sempre. Nem sempre concordámos uma com a outra. Temos sabido (e sabemos...!!!) ouvir; raciocinar e ajudar. E, por isso mesmo, nem sempre estarmos de acordo. Tem sido uma amizade saudável. Também com muitos silêncios pelo meio. Mas compreendíamo-los.

Não gosto muito de frases feitas, mas não posso deixar de referir que há amigos que são mais do nosso sangue do que alguma família. E tu és assim: ÉS!

Hoje é um dia FELIZ  e serás tão feliz com o J.P.  como eu sou com o meu J. P.!!!


 28 - 02 - 2014


                                       16:30











21:00



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Hoje atrevi-me...

...a  postar um conto de uma autora  muito conhecida de quem a conhece... Só isso justifica a interpretação da sensibilidade que a mim me toca.  




Aquela Roseira Brava

Sempre que a Luizinha ia à fazenda da família (à qual a avó chamava a nossa vinha) era para ela uma festa. Quando chegava, largava o que quer que levasse na mão, abria os braços como se quisesse voar, competir com os pássaros que voejavam em alarido sobre as árvores e partia à desfilada pela ladeira que levava até à parte mais baixa onde o milho crescia estirando ao sol as suas verdes lanças. Ficava a mãe no cimo: Luíza, olha que vais cair! Nunca caiu! Ia ver se já despontava alguma das sementes que costumava semear. Vinha depois por outro caminho, descobrindo isto e aquilo, corria pelo campo fora numa euforia de liberdade, explorando tudo o que no campo sempre há para ver: pequenos insectos, pequenas flores, aromas diversos.
A fazenda era muito pequena também, no entanto tinha cinco donos: cinco irmãos para quem a fazenda sempre tinha sido um foco de discórdia. Luizinha era muito garota e isso ainda não a perturbava. O terreno pouco mais era do que um quintal para cada um. Era pobre, pois nem sequer tinha água potável, só aquela que a chuva lá deixava no inverno num poço quase vazio, num charco de água barrenta com muitas rãs e algumas cobras de água. Mas tinha várias árvores de fruta e alguma coisa que sempre se semeava. O terreno era inclinado e no cimo havia a pequena casa que o seu pai construíra, rodeada de oliveiras, pereiras e muitas ginjeiras; descia depois para um espaço plano, seria aí que tinha existido a vinha? Agora nem sombra de parreira se espalhava pelo chão, milho sim, agora tinha, planta alegre, com bandeirinhas que se agitavam ao vento, planta que se aguenta bem em qualquer lado; sempre lá tinha um espantalho, cabeça de vassoura, um casaco velho e um chapéu, afastava a passarada que andava a comer todo o dia. Até à Luizinha metia medo.
Naquela altura tudo tinha encanto, alegria: era o copo de leite ainda morno acabado de ser ordenhado, era o regar dos canteiros de jarros e goivos, era o baloiço pendurado num sobreiro alto, aquelas pequenas graças duma vida simples, despreocupada como só naquela idade é possível existir, sem exigências, que era como então se vivia.
Luizinha gostava das frutas; o vermelho vivo das ginjas os tons afogueados de outros frutos, amarelos uns, rosados outros. Havia também o tempo dos malmequeres, dos goivos, que lá eram roxinhos, perfumados mas humildes, como pedindo perdão por terem a cor da saudade e da tristeza. Havia também, no caminho que Luizinha percorria todos os dias, uma roseira brava de rosas com muitas pétalas, tronchudinhas com um perfume que já de longe se adivinhava, eram de tom vivo, nem seriam, longe disso, das mais belas mas o maior encanto era mesmo o perfume que nenhuma outra rosa tinha. Os espinhos eram por demais acutilantes, assim se defendiam de quem as cobiçasse.
Lembras-te, Luizinha, quando naquele dia em pleno agosto, com muito sol, perfume no ar, te lembraste de colher algumas delas para levar a tua mãe que fazia anos nesse dia? Como te atreveste a enfrentar aquelas lancetas que iam dilacerar as tuas mãozinhas tão macias de menina? Enrolaste-as no bibe que vestias para as proteger. Valeu-te pouco, como lanças que eram, se cravaram nelas, esfarrapando, cortando, e tu com sangue escorrendo e as lágrimas abundantes deslizando pelo teu rosto, os olhos alagados a transbordar, o bibe roto ensanguentado só mesmo as rosas pareciam sorrir gloriosas nas tuas mãos sangrentas. Tua mãe se zangou e muito, em desespero lançou as rosas contra a parede e ali ficaram, meio desfolhadas, descoloridas e mortas no chão. Quantas vezes te disse, Luíza, para não tocares naquela roseira? Vens bonita, não é? Cheia de sangue, o bibe em farrapos, sempre me arranjas cada uma! Mãe, eu só queria dar-lhe estas rosas, a mãe faz anos, não tinha mais nada para lhe dar e também ninguém lhe vai oferecer alguma coisa… julgava que ficava contente…
A Luizinha chorou mais ainda, tinha dores nas mãos que a mãe acabara de tratar, mas a dor maior, bem maior, foi ver as rosas meio desfolhadas, perdida a cor mas das quais uns fiozinhos de perfume evolava ainda levemente, foi a dor de ver que ela mesma tinha provocado o seu fim, um sacrifício inútil, enquanto elas, naquela tarde luminosa e quente iam oferecendo o maior bem que possuíam: a delicadeza do seu perfume.


M. Amélia Ajú P.
03 – 02 - 2014

Obrigada. Beijinho.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Por hoje esperei...

...e valeu!

Já estava na agenda há alguns meses. Docemente esperei.


As cores. Os cheiros. A origem do PECADO.


A estética. A elegância. A sensualidade...



Mas a poesia, o amor... presente (ainda que ausente):


Hummm... Nhammiii...Nhammiii....




domingo, 2 de fevereiro de 2014

De mãos dadas...

...e cumplicidade, continuamos!
 2 - 2 - 2014
Há palavras que devem ser ditas com parcimónia, porque caso contrário perdem o peso do valor que têm. Palavras são ditas e voam com o vento Atos, emoções e sentimentos são fortes. Esses representam aquilo que somos e queremos. Com eles caminhamos pela vida fora.


Tonight...