... somos mesmo assim! Passamos os dias a contestar as novas medidas impostas por eles. Refiro-me deste modo para expressar o meu desprezo... Dia após dia as notícias sobre o nosso futuro são cada vez mais deprimentes. São vagas e inconsistentes. Mas temos um caráter forte e não nos vamos abaixo. Eles que se cuidem. Podem tirar-nos quase tudo, menos... o sentido de humor.
Em plena cidade de Lisboa encontrei um local de cultivo: no canteiro de uma árvore à porta de um restaurante. Cultivo que serve para uso doméstico. Cá se vai plantando... para comer!
É claro que isto não passa de uma brincadeira. Mas nunca vi dentro da minha cidade tantas quintinhas como agora. Proliferam. Bem organizadas e apoiadas pelas juntas de freguesia e Câmara Municipal. Ali se plantam para uso próprio e venda a conhecidos. E porque não...?
Nós, portugueses, somos mesmo assim: sabemos dar a volta e continuar. Mas... será que somos todos assim...?
Sinto uma enorme tristeza por ver famílias a perder o que tinham e sem esperança de recuperarem. Sinto uma enorme tristeza por ver gente que vai à procura em caixotes de supermercado. Vão e vêm de cabeça baixa. Não posso nem imaginar o que lhes vai no coração. A vergonha que sentem. Sentem o desespero. Gente que perde o trabalho e o respeito dos outros. Gente que finge estar bem mas que estão em grande sofrimento. Crianças. Idosos. Meia idade. Tantos, tantos!!!
Ontem ouvi alguém dizer: " Hoje em dia já não sei o que é melhor: ter saúde ou ter trabalho... Bem... acho que é mesmo ter saúde, porque o resto vem por acréscimo." Este é o comentário da resignação e da coragem. Este é o nosso fado.
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