Do amor
Do amor fica sempre uma canção.
Fica um sinal na pele. Fica um sinal.
Do amor fica um sim e fica um não.
Fica o sol e a sombra. Fica o sal.
Do amor fica sempre um coração
a pulsar na memória o tempo breve
de sua chama a arder um só verão.
Fica uma réstea e um rasto de navio.
Do amor o que fica é um passar
que do amor como o tempo é ser um rio
como um rio fluir e assim ficar.
E por isso de amor este arrepio de se morrer (de se viver) de amar.
Manuel Alegre, in "Coisa Amar, coisas do mar"
Neste dia, há dois anos, ainda havia esperança dentro do teu coração. Querias proteger-nos da perda. Lutavas naquela cama rodeada de amor. Confesso: há momentos que esqueci o que fiz ou não fiz. Sei que o que fiz foi bem. Mas sei que não há um único dia em que tu não estejas em mim. Tal como no poema:
Do amor fica sempre um coração
a pulsar na memória
A tua planta. Aquela que regavas, cuidavas com a tua doçura. Aqui fica para ti.
Fazes-me tanta falta!
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