domingo, 16 de junho de 2013

Na entrevista...

... que nos foi concedido ver, ela afirmou: Já aos sete anos fabulava.

O gosto pela escrita começou bem cedo. Curiosamente também as duas irmãs escreviam e a tia revelou-lhe, um dia, que até a mãe tinha escritos. Tudo isto (e muito mais) contado de modo discreto, melancólico e quase pedindo desculpa. Mas... honrando a língua portuguesa.Olhos tristes e sem sorriso. Palavras sábias. Ela  é  Clarice Lispector.

Não fez da escrita uma profissão. Escrevia quando o coração lho dizia. Mas ia tomando notas do mundo à volta.
Encontrei a vida de Clarice Lispector dentro de muitas gavetas. Tudo bem arrumado e organizado. Talvez como o caráter dela.

Conhecer um pouco a escritora através de pensamentos...

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito completa quando não entendo. 
in "A Descoberta do Mundo"

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada.
in "Água Viva"

E agora vou ler:



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