domingo, 8 de setembro de 2013

Desculpe...

... podia dizer-me as horas?
- Sim, com certeza. São...





Parece que ninguém chega a um consenso no que se refere às horas que passam. Ao tempo que não perdoa. À vida que implora, a cada minuto, que seja bem vivida. Não percamos tempo com o nada. Os segundos são breves, os minutos também e as horas... das horas nem se fala!!!

(...) perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio,
a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola,
a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são;
e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio,
hão de vos responder. É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo,
embriagai-vos, embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa escolha.

Fernando Pessoa

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