domingo, 27 de outubro de 2013

Relembro...

... "Então, onde querem ir hoje? Vá lá, escolham vocês." Esta era a pergunta que nos esperava hoje.Já não nos faz, mas relembramos. Mas, por cá, continuamos a escolher por onde queremos e podemos ir.




"E sobremesa, o que é que querem?"

Queremos doçura. Memórias doces e francas.


Hummm... Nhammi, Nhammi... Uma trufa de maracujá. (passion fruit!!!):


Isto foi ontem. Podia ser hoje. Mas não é. O tempo segue em frente e, por mais que lutemos contra, não volta atrás. Então, o que fazer? 
Olhar em frente e continuar. 
Recordar.
Ver que na vida há sempre dois lados: o bom e o menos bom. Tal como "o espelho da água".

Uma música. Uma memória. 



domingo, 13 de outubro de 2013

O fim de semana...

... dos caminheiros.


A caminhada foi ao longo do Paraíso ...

O silêncio ia connosco, mas cada um por si...
... observando...
... reflectindo...

...sobre tudo e nada. O sol acompanhou-nos. Sempre. Encheu-nos de energia. O cheiro a maresia era doce. Falámos dos anos da amizade. A amizade encontra-se...? Acontece...? Constrói-se...? 

O sol que nos acompanhou deixou a marca...
O quanto gosto de vocês. De cada um há sua maneira. Cada um de vocês têm um lugar cá dentro. Separados, é claro!!! Mas têm-me acompanhado no tempo, assim como o sol. Serão vocês o próprio Sol...? Bem, de astronomia se falou e astrologia também! Discórdias. Ou... não?

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A natureza...

bem à minha frente.

Tenho o enorme privilégio de viver numa cidade muito bonita. Para além de bonita tem o mar por perto e a floresta também. A natureza está tão perto que me toca.

Passeios ao fim da tarde. O cheiro dos eucaliptos, dos pinheiros... Uma vegetação densa e muito variada. 


Um dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.


                           Sophia de Mello Breyner




Por aqui andámos (e  andamos)...


Atenção: nem os esquilos faltam para nossa alegria...





Os sons do silêncio...



Com pouco se faz muito!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Até ao lavar dos cestos...

... é vindima. Ai, se é!


Admiro quem abdica de uma vida confortável, na cidade, cheia de mordomias para realizar um sonho. Quem se sacrifica para continuar o legado deixado pela família. Esta Mulher (que tive o privilégio de conhecer pessoalmente) merece um olhar atento e de muito respeito. Alegre, sorridente, educada, transpira felicidade. Será mesmo assim tão feliz? Não sei. O que sei é que já combateu em muitas frentes.  A que mais me tocou foi a que ela travou durante quase vinte anos. Conseguiu. Venceu. O resultado foi fantástico: dois filhos educadíssimos ainda que vivam despreocupadamente na quinta da família. Crianças bem comportadas e saudáveis.

Foi gratificante ter conhecido esta família. Ter a permissão de entrar na mansão. De conhecer a história dos móveis e objetos...

E vindimámos. E cantámos. E tocámos tambor com chapéus de palha na cabeça num dia que agoirava chuva. Não choveu. Penso que foi por tanta alegria se ter espalhado pelo ar... Tanta energia positiva. 

Não se me dá que vindimem,
vinhas que eu já vindimei;
não se me dá que outros logrem,
ai amores que eu rejeitei.
Não se me dá que outros logrem,
ai amores que eu rejeitei. 

Fui um ano à vindima,
pagaram-me a trinta réis;
dei um vintém ao barqueiro,
ai, fui pra casa com dez réis.
Dei um vintém ao barqueiro,
ai, fui pra casa com dez réis. 

Pela folha da videira,
conheço eu a latada;
faço-me desatendida,
ai, a mim não me escapa nada.
Faço-me desatendida,
ai, a mim não me escapa nada. 

Estou debaixo da latada,
nem à sombra, nem ao sol;
estou ao pé do meu amor,
ai, não há regalo maior.
Estou ao pé do meu amor,
ai, não há regalo maior.


E nós voltámos com o coração cheio. Obrigada!

domingo, 6 de outubro de 2013

Tarde de outono...

...que nos abraçou na varanda. Suave. O tempo ia passando devagarinho e nós conversando. Lá ao longe o azul do rio. Tão azul como o céu. Pairava uma calma deliciosa naquela varanda.
Ela sorria. Os olhos brilhavam. A conversa animava-a. Mas porque estávamos lá. A solidão dos dias é passada com os pensamentos. A criatividade não se despega dela. É com medo do ridículo que quase pede desculpa pelas belezas que lhe saem das mãos, dos dedos, do olhar...

Foi com essas mãos que construíste o barquinho que nos leva até onde a nossa imaginação nos deixa. Nele navegamos nas tardes de outono... em muitas outras tardes. Onde nos levas? Chegaremos lá? Como é esse lugar...? Ai, o que eu dava para saber!!! Mas os livros não nos ajudam muito a descobrir...


Uma vez mais: obrigada! 
Por vezes as palavras são escassas para agradecer. São vagas e o doce vento de outono pode levá-las para longe... Pois que as leve: OBRIGADA QUERIDA A...