sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

E assim foi a semana...


... silenciosa, calma. Fiquei sem "ferramenta" de trabalho.

Abençoado chá...






Mais as tradicionais...











Agora já canto. Não sei se é do agrado do meu "público", mas voltou o sol.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tenham dó!!!

Hoje não ponho reticências!

De manhã saí cedíssimo para ir trabalhar. Mal tive tempo para tomar o pequeno almoço. Os carros. As filas de trânsito. Calma, calma. O tempo passava e eu já quase que estava atrasada. Precisava de um café antes de subir. Hummm... só de pensar nele sentia o cheiro. Ai que nunca mais chego!

Uffa! Chguei!!! Ainda tenho cinco minutos. Vou ali à D. Leopoldina tomar um café.

Bom dia... D. Leopoldina, um café, por favor. Bom dia! Como está? Deixe-me só aqui atender este senhor. Então, que mais vai ser para além do galão? Não sei... Faço um gesto com a mão para que ela não se esqueça de tirar o meu café. Ela acena que sim, mas continua a atender o senhor indeciso que não sabe se vai querer uma sandes de fiambre ou uma merendinha. Pois, elas hoje estão com tão bom aspeto. Atenda a senhora, que me parece estar com pressa. E lá vem a D. Leopoldina com o café, mais o pacotinho de açúcar e  a colher que: caiu! Dou-lhe já outra. Sorrio e olho para o relógio. Quase quase em cima da hora. Caramba, e logo hoje que não me posso atrasar. O dito cavalheiro optou por um pastel de nata. E eu espero pela colher. Não, já nem espero vai mesmo assim, sem açúcar. Tanto mais que comecei o regime. D. Leopoldina quero pagar... Sim, só um minuto minha querida, deixe-me atender aqui a D. Margarida... Disse-me que queria a meia de leite quente ou morna...? Quente, bem quente. Está já a sair. Quer pagar...? Sim, claro. Estou cheia de pressa. Eu até deixava aqui os sessenta cêntimos mas não tenho trocado. Só um minuto que vou já aí. Entretanto o cavalheiro indeciso pediu-lhe um copo com água. Ela olha para mim e vê que já não estou lá muito bem disposta. Está com pressa, não é...? Pronto está aqui o troco. Até logo. Saio a correr e em movimento salta-me um até logo. Mas neste preciso momento salta-me um tipo à frente e pede-me a fatura da despesa. O quê...? O que é que está a dizer...? Sou fiscal da Autoridade Tributária e Aduaneira... Desculpe não tenho tempo. Estou atrasada e vim só tomar um café. Olho para o relógio e já lá vão dez minutos. Mas a senhora não está informada...? Informada de quê, santo deus...? Da obrigatoriedade de pedir fatura em qualquer ... Em qualquer nada!,respondo eu. Deixe-me passar porque preciso de trabalhar. Está  multada! Fico petrificada: multada por querer ir trabalhar e este novo fiscal idealizado por um grupo de jovens incompetentes e idiotas decidir chatear-me logo pela manhã. Corri como se tivesse cometido um delito. Entrei no edifício e no elevador sempre a olhar para trás, não fosse estar a ser perseguida pelo "homem do fato cinzento".



Há uns anos, tinham-me alertado para este tipo de fiscalização na Itália. Na altura nem acreditei. Mais tarde foi-me confirmado por fonte fidedigna. 



Agora... temos esta praga. É só mais uma!!!!!

8 1/2...

... de Fellini.


Estreou-se a 14 de fevereiro de 1963 
Filme autobiográfico com cenas concebidas a partir de sonhos do realizador.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Figurino...

... era assim que chamavam. Há muito que não ouvia esta palavra no sentido de "revista de moda".
Há pouco mais de uma hora a L. telefonou-me, lá de Elvas, a recordar. Este foi o termo que ela usou: Costumávamos partilhar os figurinos, porque naquele tempo não eram nada baratos. Agora já tudo é diferente.
Achei graça e à memória vieram as revistas de moda - os figurinos - que faziam as minhas delícias. Quando me era permitido, fazia recortes. O papel era amarelado e tinha um cheiro característico a tinta. 
A L. ainda chorou ao telefone. Sente a falta das conversas com ela. Das confidências.








Como a moda era chique!

13 de fevereiro...

... era dia de bolo, torta de laranja, pudim, rissóis de camarão e... tudo o mais que ela pudesse fazer para celebrar connosco: a família. Ainda que o tempo fosse passando, ela desejava ardentemente este dia. Para ela era mágico: irmão, tia e amiga também celebravam o mesmo dia. Era um constante tocar de telefone e troca de parabéns. Dia agitado.

Hoje passou. Os cheiros a iguarias ficaram no meu pensamento. O teu sorriso doce e do coração guardo. Aqui: bem fechado. Sinto as tuas palavras.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nostalgia...?

... Talvez. Melhor: tempo de reflexão.


Costumo dizer (e pensar, é claro!) que quase nada na vida acontece por acaso. Algo de mágico que nos acompanha e faz com que as nossas rotas mudem de rumo. Terá tudo isto a ver com a astrofísica...? Também não sei.

Corre-se cada dia porque nada pode ficar para trás. Esticam-se os minutos as horas e os dias. O que se adia é mesmo imprescindível. 

Por a minha vida ser tão intensa no trabalho, nas relações familiares e de amizade, dou comigo a matutar: Afinal de contas podem passar sem a minha constante presença. Mas para chegar até aqui vai um longo caminho em que estico sem que faça esforço. Mas porque gosto. Porque amo o que faço e tenho. 

Ao fim de alguns dias out do quotidiano lembrei-me desta passagem de um livro que muito aprecio:

(...) Eu, uma vez, contei-lhe a história do padre Anchieta: que tinha urgência em chegar a uma aldeia e pediu aos carregadores índios para andarem depressa. Ao terceiro dia, pararam e o padre perguntou-lhes porque é que não andavam, sabendo como ele precisava de chegar à aldeia. Eles responderam: "É que nós temos andado depressa de mais e a nossa alma ficou para trás. Temos que ficar aqui à espera que ela chegue e entre outra vez no corpo para podermos continuar". (...)
in O Riso de Deus, António Alçada Baptista 




Sei que esta é a minha reflexão de hoje porque o amanhã... será como sempre. Lamento...? Não!!!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Foi num dia de...

...sol. O dia estava bonito, apesar de ser inverno. Um ramo de rosas cor de champanhe: clássico, elegante e simples.

A música que nos uniu. A nossa marcha nupcial...

E mais esta...


E veio a cerimónia. Depois o almoço. A confraternização. A amizade. O amor. A alegria em todos os corações presentes. Tudo se passou em ambiente ao meu jeito... confesso!


E o bolo. A hera. A hera que o enfeitava. Trouxe-nos a nossa era. Aquela que ainda hoje vivemos em harmonia


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2 - 2 - 2002