sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Esta época...

...enerva-me. Quase que sufoco com o caduco Jingle Bells por tudo quanto é sítio. Persegue-me! 
As pessoas carregam sacos de papel com o nome da marca ou loja, e assim são identificadas socialmente. Entendido...? É assim a sociedade. Vão contentes porque compraram. Sabe-se lá com que dificuldade, algumas delas. Mas compraram. Às vezes nem pensam se aquilo que compraram corresponde ao gosto de quem vai receber. Mas não interessa. Estava "dentro do preço" e mesmo "ali à mão" porque não há muito tempo para andar às compras. Dão mais ênfase ao papel decorativo e ao majestoso laçarote. Quanto maior... melhor! Oferece-se um presente de natal porque é assim todos os anos. É a tradição... O resto... pouco importa. Também vai haver reciprocidade... portanto, até parece mal se não se entra no "jogo" natalício.

Hoje recebi duas encomendas por correio. Curiosamente ambas vieram da mesma região: Algarve.
A minha colega C. (que revi há uma semana, durante um magnífico rallypaper pela serra de Sintra. Esta também foi uma "oferta" que me encheu as medidas. Divertimo-nos e aproximámo-nos. Convivemos bastante fora do local de trabalho e sem falar dele...) enviou-me um objeto útil feito de um material bem nosso: cortiça. Senti que era um presente bem pensado. Obrigada, C.
Outra encomenda, outro presente: este da minha querida A.M.. Não podia ser mais valioso! Uma foto de família num postal elaborado por ela; um licor de ameixa feito pelo casal com fruta da quinta e... chá de lúcia-lima que foi plantada com amor e apanhada com carinho por eles. Tudo embalado por eles, com marca própria. Lindo. 
Sempre considerei a simplicidade um sinal de inteligência. 

Eu continuo na minha. Tornei-me artesã... vá-se lá saber porquê...! É com prazer, entusiasmo, dedicação, amor que me tenho dedicado aos chocolatinhos. Lá vou fazendo. Uns de Toffee,  de Nougat, de Ginja, de Rum, de Côco... Depois empacoto/embalo de modo diferente para cada pessoa. Nenhum é igual. E assim tenho deliciado alguns... 

Dá-me um enorme prazer ao ver o sorriso no olhar de quem os recebe. 


Que bom, posso fazer alguém feliz!


E veio-me à memória, uma vez mais...



Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.
Bertolt Brecht


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