... o que se faz.
Somos conhecidos como um povo simpático, amável, acolhedor, disponível, etc., etc., etc.. Sim, concordo: somos mesmo assim. É uma característica.
Passamos na rua por outra pessoa e nem nos olhos a olhamos. Vamos com pressa. Temos pressa de chegar. Às vezes nem se sabe bem onde... Então, nem nos damos conta daquele que passa ao nosso lado. Estará a precisar de ajuda? De uma palavrinha...? Não sabemos porque temos pressa. Mas... se se trata de um estrangeiro a olhar para um mapa ao invés... Eis que é o momento de ajudar. Somos prestáveis. Aproximamo-nos e "toca" de ajudar. Por vezes nem se domina a língua do dito estrangeiro, mas faz-se mímica e... grita-se/ berra-se a informação. Como se o estrangeiro só percebesse se se gritar... Estes solícitos portugueses confundem não compreensão da nossa língua com um problema auditivo da parte do estrangeiro.
Mas há mais "tiques" deste povo tão solícito, disponível, simpático, amigo...blá blá blá!!!
Quando dois supostos amigos se encontram, por casualidade, ao fim de algum tempo, cumprimentam-se esfuziantemente. Contam o que têm feito (convém que sejam sempre as melhores coisas...) e logo vão dizendo que estão com pressa e que "Um destes dias ligo-te para combinarmos qualquer coisa..." É certo e sabido que este dia ficará adiado por tempo infinito... Criam-se expectativas no outro como desculpa ou para se despacharem. E lá se vai...com o sentimento de "dever cumprido".
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