Há cheiros que nos acompanham pela vida fora. Cheiros de lugares, de passeios, de... de...
Neste meu blog vou partilhar, com quem me segue, um "quase" segredo. Escutem com atenção...
Quando era miúda não queria ir para a escola. Contrariando toda a família, dizia que queria ser analfabeta. Não queria aprender nem números nem letras. Dores de cabeça para a minha mãe, principalmente. Lá andava ela a perseguir-me com a "Cartilha João de Deus" na vã tentativa de me estimular. Mas eu não queria. Quando a tia me confrontava com a pergunta:"Então, filha: e quando quiseres ir à Baixa e quiseres saber qual o elétrico que precisas apanhar, não sabes o número...". Ao que respondia: "Não faz mal. Pergunto!". Era sempre assim que respondia. Facilitava a minha vida futura.
Mas teve de chegar o dia. Fui contrariada e nervosa. Mas vim de lá a cantarolar. Fui sempre aplicada e boa aluna (modéstia à parte). Tinha Muito Bom nas provas e andava ao despique com outra menina (da qual perdi o rasto e anos mais tarde vim a saber que tinha tirado o mesmo curso que eu e exercía...).
Mas... e os cheiros...? Onde vêm eles? Aqui mesmo, bem diferentes dos de hoje em dia que só cheiram a plástico.
Todos estes cheiros me faziam ser aplicada dia após dia. Acompanharam-me sempre. Olhando para as imagens relembro como se fosse hoje: letra direitinha no caderno de duas linhas; caderno sem rasuras graves... O mundo era perfeito!
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