Mais uma Feira do Livro (Lisboa).
Desde adolescente que tenho o hábito de ir à feira. Já fui à feira na Av. da Liberdade, no Terreiro do Paço e desde há alguns anos: no Parque Eduardo VII.
Levo o ano inteiro nas livrarias: para ver o que vai saindo, para folhear, para comprar... A casa está cheia de livros. É claro que tenho uma grande percentagem de livros que ainda não li. Outros, comecei e não os li até ao fim; outros li e reli. Enfim, uma confusão. Mas fazem parte de mim. Conheço melhor os meus livros do que o que há na despensa... Mal comparado, não?
Voltando à Feira.
Durante estes anos, já lá fui sozinha; com as primas; com os amigos; com o JP. O ritual é bisbilhotar bem o que há em cada stand (barraquinha, como eu prefiro chamar); caminhar ao longo das fileiras dos mesmos; comer uma fartura e/ou um gelado.
Hoje, foi o primeiro dia de visita. Estava frio. Comprámos uns livros. Comemos a "nossa" fartura, mas... faltava qualquer coisa. O que era...? Alguma coisa me estava a faltar... Por fim, dei-me conta: os jacarandás ainda não estão em flor. A feira não tem a cor dos jacarandás. Que pena. Faltava o calor. Aliás, diferentes tipos de calor...
O ano passado faltei. Creio que foi o único ano. Uma tarde ainda tentei ir, mas logo que cheguei ao Parque ela ligou-me. Estava cheia de dores. Voltei a correr para junto dela e lá fiquei. Ela sentiu-se culpada por eu não ter ido (bem sabia o quanto eu adorava ir à Feira do Livro!!) e lamentou-o ainda que tivesse ficado mais calma com a minha presença. Eu respondi-lhe:" Deixa lá! Há mais marés do que marinheiros...". E assim foi... Uns partem, outros ficam.
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