Esta é a minha árvore preferida. Como é bom no mês de maio passear pela minha cidade e ver algumas ruas com uma cor lilás. Cor cheia de magia. O cheiro é delicioso, o pior é a minha alergia primaverial... Mas vale a pena olhar. Admirar! E temos de admirar bem e rápido... porque as folhas rapidamente caem e fica o chão coberto daquela cor.
Aqui fica um poema de Torquato da Luz
O poema é uma praça de Lisboa
orgulhosa do seu jacarandá
quando acontece Maio e uma pessoa
se embebeda de cheiros que já não há.
O poema tem portas e janelas,
é uma casa habitada de palavras
que entram e saem e dá gosto vê-las
por todo o lado como rosas bravas.
O poema é um circo, tem palhaços,
acrobatas e mágicos, artistas
de um trapézio suspenso dos espaços
que nunca se cansam de dar nas vistas.
O poema é aquilo que se queira
dizer quando se quer dizer amor
e não colhe buscar uma maneira
de o tentar amarrar seja ao que for.
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