domingo, 27 de maio de 2012

Aquilo que se diz... e que se faz...

Talvez por deformação profissional, estou sempre muito atenta - e gosto de observar- àquilo que se vai dizendo em meu redor e também a alguns comportamentos. É por isso que, por vezes, tenho de desabafar só para não ficar engasgada...
"Hoje o pai disse que...". O pai...? Qual pai? De quem é o pai...?! Pois é: há quem utilize o artigo definido antes de "pai" ou "mãe". Não sei lá muito bem porque é que lhes repugna usarem o pronome possessivo - o meu  /  a minha. Porquê????
Reparem bem: no primeiro caso (aqueles que só usam o artigo definido), só faz sentido falarem assim se duas (ou mais...) pessoas se referirem ao mesmo progenitor. Por exemplo, a Isabel diz ao Mário: "Hoje o pai foi ao cinema." Isto está bem. É o pai deles, dos dois!!! Neste caso não é necessário usar o possessivo. Mas... se estão a falar com outras pessoas já este uso se torna necessário. "Hoje o meu pai foi ao alfarrabista...!" É bem diferente, não é?
É curioso. É mesmo muito curioso, mas... quem diz "o pai disse que..." ou "a mãe comprou..." é também aquela pessoa que diz "De todo!", quando quer dizer "De modo algum". Este reparo já aqui apareceu num outro post. Só demonstra como me causa irritação... Mais... são os mesmos que nos deixam especados - com a cara à banda - quando chega o momento do cumprimento afetuoso/familiar do beijinho. Esticamos a cara para dar dois beijinhos e... o outro só dá um... Oppsss... ficamos com a cara estendida por alguns milésimos de segundo que nos parecem uma eternidade! E o outro ficou "na boa". Bem... depois ficamos confusos: nunca sabemos quem dá dois ou um. Quer dizer, pelo "aparato" desconfiamos... e ficamos à defesa...!!!


Ainda o dito beijo...
... Não só ficamos dependurados à espera do segundo beijo, por parte dos nossos "conterrâneos", como nos podemos confrontar com uma ainda maior atrapalhação: quando somos amistosamente cumprimentados por um francês ou belga. É que nestes casos são eles que ficam esticados na nossa direção e nós... já recolhemos!!! Não estamos habituados a tanto: três beijinhos. Três!!! Sim... porque eles não poupam. Não, nada disso! Nós é que andamos na poupança. Nós...? Nós, quem? Aquela gente com tiques de burguesia construída à pressa. Ó como o beija mão faz cá falta... Aí não dava para enganar...!!!





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